Filhote de Shiba Inu: os desafios que mais aparecem nos primeiros meses

desafios filhote shiba inu (1)

Ultimamente tenho feito muitas consultorias online para tutores de Shiba Inu em diversas partes do Brasil, e também fora do país. E reparando nesses atendimentos, percebo que boa parte das dúvidas se repete. São questões que aparecem quase toda semana, independente da cidade ou do perfil da família.

Separei aqui os pontos que mais recebo. Vale lembrar que cada filhote é único, então o que vem a seguir são tendências comuns da raça, não uma regra fixa que vai se repetir exatamente igual em todo Shiba.

Alguns filhotes vão apresentar tudo isso com intensidade, outros só uma parte, e a leitura de cada caso sempre depende do contexto da família.

1. Higiene

Muitos Shibas têm uma tendência forte a manter o espaço deles limpo e essa mesma característica costuma gerar algumas confusões no início:

  • Retenção prolongada. Alguns filhotes seguram xixi por muitas horas, porque ainda não consideram aquele lugar adequado ou longe o bastante da área de descanso.
  • Confusão com o tapete. A textura do tapete da sala pode lembrar a do tapete higiênico, o que gera confusão para o filhote.
  • Ingestão das próprias fezes. Em ambientes pequenos, quando os dejetos não são removidos rápido, alguns filhotes acabam ingerindo por instinto de manter o espaço limpo.

3. O pico de energia do fim do dia

É comum ouvir de tutores que, no fim do dia, o filhote entra em um pico de energia e corre pela casa parecendo outro cachorro. Nesse momento a boquinha costuma ficar mais ativa também.

Isso tem relação com a forma como os filhotes interagem entre irmãos de ninhada, somada ao desconforto da fase de dentição. Mãos, tornozelos e barra de calça acabam virando alvo. Na maioria dos casos é excesso de energia acumulada, sem repertório ainda para gastar essa energia de outra forma, e não uma tentativa de machucar. Ainda assim, é algo que precisa de manejo desde cedo.

4. A vocalização na hora da contenção

Muitos Shibas têm pouca tolerância à contenção física. É uma raça que valoriza autonomia, e costuma colaborar melhor quando enxerga alguma lógica na situação, geralmente com uma recompensa envolvida.

Um som que aparece bastante nessa fase é um grito agudo, que soa como um desespero grande. Na prática, costuma funcionar como uma forma de comunicar desconforto e tentar reverter a situação. Peitoral, coleira e colo forçado costumam gerar esse tipo de reação, já que para o Shiba ser contido contra a vontade tende a ser bem desconfortável.

5. A relação com a comida

A relação do Shiba com a comida também costuma ter suas particularidades. Alguns filhotes ignoram a ração quando ela é sempre servida no pote, outros só comem a noite e ainda há os que parecem nunca se adaptar a nenhuma ração. Alem de um manejo adequado, é importante analisar todo o contexto e investigar o motivo em recusarem a comida.

6. Medos que aparecem com frequência

Mesmo com uma aparência confiante, é comum o Shiba ter reações fortes a pessoas, coisas novas ou objetos parados fora do lugar de costume. Alguns exemplos que aparecem bastante:

  • Sacola plástica (o barulho e o movimento imprevisível assustam)
  • Caixa de papelão grande
  • Aspirador de pó ou outros eletrodomésticos barulhentos
  • Pessoas com características específicas (ex.: Homens altos, pessoas com uniformes, etc)

A socialização precisa acontecer cedo, mas com critério. Expor o filhote a estímulos aleatórios, sem cuidado, pode gerar traumas que demoram para reverter.

Esses são só alguns dos temas que mais aparecem nas consultorias, e como toda tendência de raça, cada filhote vai viver isso de um jeito diferente. Se você reconheceu algum desses pontos no seu Shiba, saiba que é bem mais comum do que parece.

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